Lembro que sempre fui moderna, na pouca roupa, no cabelo curto, no jeito de dançar, nas atitudes. Aos quatorze pedi um garoto de 16 em namoro, e ele disse não, eu??? Dei boas gargalhadas... Nessa época não me lembro de ter me apaixonado e sofrido por ninguém, era muito eu mesma. Aos 16 veio o primeiro namorado, primeiro amor e aos 18 ainda com o mesmo namorado veio a coragem de me entregar, aos 19 fui traída. Chorei tudo que nunca havia chorado por ninguém, sem chão... Crescer é mesmo uma aventura... e das boas. Seria mais fácil pra ter nascido homem, seria menos julgada. Cidade pequena ás vezes não entende algmas coisas. Não querer casar com o primeiro (e bom partido) namorado, ir morar só sendo que a mãe mora na mesma cidade, ser artista, mesmo em colunas sociais, não ter receio de ter práticas chocantes para uma sociedade hipócrita. Bom...é e sempre será.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Os culpados
Pai: brincalhão, como ele mesmo diz um "paiaço" rsrs, presente sempre nas horas mais alegres, me lembro apenas de uma única vez que me deu uma palmada, mas eu merecí. Me ensinou a sorrir sempre, a nunca me desesperar, que chorar não resolve nada, a tratar todos do mesma maneira. Honestidade, falta de paciência, raciocínio rápido, são características que herdei dele.
Mãe: educadora, como ela diz: "sou sua MÃE!", presente sempre nas horas mais tensas, indicando o caminho melhor a seguir, me ensinou que chorar ajuda, que nem todas as pessoas são iguais. Palmadas? Muitas. Abraços, colo, beijos, dengos? Infinitos. Me ensinou a dar carinho, a ser independente, forte e a dar uma boa e gostosa gargalhada. Sensibilidade, autoritarismo, beleza, são características que herdei dela.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
INFÂNCIA
Filha única de pais separados desde os 8 anos. Cresci com muitos brinquedos e poucos amigos, uma prima e um primo com quem brincava, e claro o amiguinhos do colégio. Fui muito à fazenda, onde costumava tomar leite mugido, andar descalça na terra, ir ao riacho, dar banho nos cavalos.....ah os cavalos, adoro, sempre gostei de andar a cavalo. Não fui uma estudante exemplar, mas passava de ano. No colégio fui a magrela engraçada e popular... mas porque era legal, e não pela beleza da adolescência.
Costumo dizer que eu era um moleque, não saberia me diferenciar de um garoto...na adolescência entendí que era diferente deles rsrs. Sempre a frente, sempre com idéias nada comuns.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
O INÍCIO
O começo é sempre mais difícil. É a primeira vez que escrevo algo público, mas sempre tive vontade de deixar minhas histórias gravadas, não que sejam assim tão boas, mas às vezes podem parecer com as de muita gente.
Nascí no início dos anos 80, sou mulher, brasileira, solteira, filha única. Não pareço fisicamente com minha mãe, nem com meu pai, sou uma um mistura bem diferente de ambos. Crescí em uma cidade com menos de 1.000.000 de habitantes, estudei em ótimas escolas, fiz faculdade.
Tive meu primeiro namorado aos quase 16, durou até os quase 22. Fui traída e traí também. Aprendí que o gosto de ambas expiriências é bem amargo. Foi aí que descobrí que o primeiro amor não dura para sempre, mas é um amor puro, encantado, como tal não se repete.
Entrei na faculdade de administração de empresas aos 19, terminei aos 24. Começei a trabalhar pra valer aos 22.
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