sábado, 2 de outubro de 2010
Sirene
Estou aqui, no décimo oitavo andar em um ap alugado em uma avenida movimentada de Londres, escuto daqui a chuva, buzinas, sirenes, gritos, gargalhadas, carros, pneus na água, e sirenes mais sirenes, inclusive dentro de minha cabeça. Terminei o namoro, fiquei aliviada e em seguida vazia. Fiz muito marmanjo chorar, e já chorei muito também, mas hoje, com quase trinta é diferente. Deixar passar mais um cara legal, que gosta de mim, isso fica cada dia mais complicado. Eu sempre escolho a solidão, apesar de doer, no fim da menos trabalho. Se existem pessoas que nasceram pra ficar só, talvez eu seja uma delas. Pra fazer amigos, contar histórias, fazer rir, chorar, pensar, aconselhar... nisso eu sou boa. Se tratando de meus sentimentos e desejos, nisso eu me confundo, e sou boa na fuga, de batalhar sozinha não tenho medo, de aprender a contar com alguém que teoricamente vai estar do meu lado, isso, isso, isso eu não sei. Sou completa e isso me basta, então por que espero que alguém apareça? Não faz o menor sentido. Por que haveria de ter sentido? como diz o poeta: "E quem irá dizer que existe razão, nas coisas feitas pelo coração".
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